segunda-feira, 2 de maio de 2011

Dicionário Cervejeiro

Altbiers
Cervejas (Ales) de cor castanha, alemã. Cervejas encorpadas e suaves no sabor, com aromas discretos de lúpulo e maltes alemães.

Ambar or Red ales
De cor âmbar a vermelha, produzidas nos EUA, com alto teor de malte caramelizado. Com sabor doce de nozes.

Acabamento
Sabor exato de uma cerveja que permanece na boca por longo tempo após a degustação.

Acobreado
Cerveja tipo india pale( Inglaterra, EUA)

Acre
Sabor desagradável, provocada por excesso de acidez.

Âmbar
Tonalidade de amarelo a cobre, cor típica de cervejas pale ale.

Ambientada Cerveja compatível com a temperatura do ambiente onde será servido.
Ampla
Cerveja de bouquet rico e cheio de sabores agradáveis.

Adstringente
Cerveja com excesso de taninos, de sabor áspero.

Afinado
Cerveja que evoluiu perfeitamente.

Ale
Cerveja de alta fermentação, com sabores complexos...as Ales são as cervejas mais saborosas.

Alta Fermentação
Cerveja Fermentada entre 14ºc a 28ºc chamadas de cervejas quente, algumas tem a 2º fermentação dentro da garrafa...o mesmo processo utilizado nas Champagnes mais caras do mundo.

Alquimia
Arte ciência e dedicação na produção do líquido precioso.
( Cerveja).

Agradável
Cerveja redonda, com sabores equilibrados.

Áspero
Cerveja ácida, muito comum em cervejas verdes.
( sem maturação)

Chopp
Cerveja sem pasteurização. (Fresca)

Cerveja
É o resultado de uma infusão do malte com o lúpulo. Este processo também chamado de mosto ou mostura é colocada para fermentar durante alguns dias até transformar-se em cerveja.

Cerveja
Um alimento nutritivo. "Pão Líquido"

Cerveja no Brasil
Cerveja, loira, breja, gelada...

Cerveja na França
Biére.

Cerveja na Itália
Birra.

Cerveja na Japão
Biorv.

Cerveja na Suécia
Ol.

Cerveja na Grécia
Zito.

Cerveja na Inglaterra e E.U.A
Beer.

Cerveja na Alemanha
Bier.

Cobreado
Nuance de cores das cervejas Semelhante à cor da casca da castanha.

Chimay
Cerveja Belga produzida por monges trapistas na abadia de Scourmont, no sul do país. As borbulhas que conferem a ela toda sua cremosidade nascem de uma 2º fermentação na garrafa, como acontece com o Champagne. ( Ale)

Amadurecimento
Cerveja em processo de maturação.

Amargo
1. um dos quatro sabores elementares percebidos pela língua. É provocado por substâncias fenólicas, como o tanino.
2. doença causada por bactérias láticas, que atacam a glicerina e a transformam em acroelina. Esta, combinada com os polifenóis, provoca amargor.

Análise sensorial
Análise das propriedades organolépticas da cerveja pelos órgãos dos sentidos.

Aroma
Conjunto de sensações percebidas diretamente por via nasal ou retronasal (pela boca).
Os aromas podem ser:
1. Primários ou varietais.
2. Secundários, quando vêm da fermentação.
3. Terciários, quando originados da maturação.

Atmosfera
Refere-se á unidade de medida de pressão dos gases, no caso da cerveja, a quantidade necessária de gás carbônico no interior de uma garrafa corresponde a uma atmosfera ou um pouco a mais.

Atípica
Cerveja sem qualquer elemento ou caráter de tipicidade.

Austera
Uma grande cerveja, bem estruturada com evolução perfeita e maturação exata.

Aveludada
Cerveja extremamente suave, com textura que faz lembrar avelã.

Baixa Fermentação
(Lager) Cerveja fermentada entre 0ºc a 12ºc, chamadas de cervejas fria. As mais comuns são as Pilsen...originária da cidade de Pilsen, na República Tcheca.

Bitters
Família tradicional de cervejas de cor âmbar para cor cobre, podem variar da mais clara a mais lupulada.

Belgian Ales( ales da Bélgica)
Cervejas com, sabores e gostos diferenciados e maravilhosos, variando o sabor de frutas como Framboesa e Cerejas. A Bélgica tem o maior número de cervejas Ales do mundo.

Bock - ( Pode)
Escura, mais amarga, teor alcoólico mais elevado (6 a 7%), com aromas de café, torrado e caramelo. Boa para o frio, mais encorpada. ( Lager )

Brassagem
Processo de cozimento do mosto com temperatura controlada e especifica para cada tipo de cerveja.

Barley Wines
Cerveja Ale mais forte de todas, também conhecidas como vinhos de cevada , com sabores maltados e robustos.

Bouquêt
Conjunto de sensações olfativas complexas provenientes da maturação de uma boa cerveja.

Carnuda
Cerveja com muito corpo. ( excesso de dextrinas)

Cevada
A cevada cervejeira pertence à família das Gramíneas, sendo um cereal muito resistente. A cevada é a matéria prima principal para fabricação da cerveja.

Cereais não Malteados
São os chamados adjuntos, normalmente são utilizados cereais não malteados como; arroz, milho, sorgo etc.

Completa
Cerveja com evolução perfeita.

Cervejando:
Fazendo, bebendo ou comentando sobre cerveja artesanal e caseira.
Complexo
Cerveja em que se percebe aromas que sugerem analogias a frutos, flores, etc. Muito comuns nas cervejas Ales.

Comum
Cerveja de consumo corrente, que não é diferenciado por classificações especiais. ( ex: As lagers do Brasil)

Corpo ou extrato
Volume ocasionada pela presença de extratos sólidos. (Dextrinas)

Defeituoso
Cerveja com aromas ou sabores desconhecidos.

Delicada
Cerveja elegante, harmônica e de qualidade superior.
Densa
Quando o aspecto visual do cerveja revela uma densidade superior à da água. Característica das Cervejas de trigo. (Weiss)

Desarmônica
Cerveja desequilibrada pela falta ou excesso de um ou mais componentes.

Distintiva
Cerveja com Personalidade marcante.

Dortmunder
Cerveja clara maltosa.Dura
Cerveja jovem, em processo de evolução.

Engarrafamento
Processo de enchimento das garrafas de cerveja e colocação das tampinhas metálicas

.
Elegante
Cerveja cujas qualidades estão bem redonda.

Encorpada
Cerveja rica em dextrinas.Equilíbrio
Relação harmoniosa entre levedura, lúpulo, malte e outros elementos utilizados na produção de cerveja.

Espuma:
A espuma é muito importante para a qualidade da cerveja.
ela colabora em manter a cerveja afastada do oxigênio, que oxida a cerveja e a deixa com gosto ruim que lembra papelão. Além disso e um excelente protetor térmico mantendo a sua temperatura.
Outra importância é a de liberar com mais facilidade o bouquê da bebida.

Estruturada:
Cerveja com boa presença de álcool, ácidos e taninos. É a "arquitetura" do sabor.

Evanescente:
Cervejas que a espuma desaparece rapidamente.

Fermentação
È a ação das leveduras, que desdobram as moléculas de açúcar do mosto em álcool, gás carbônico e outros.

Fermentação Secundaria
Método de elaboração das cervejas ( Ales) que consiste em fermentar novamente a cerveja na própria garrafa. Tradicional das ilhas da Bélgica e Inglaterra, nas cervejas artesanais e caseiras.

Fermentação alcoólica:
Processo bioquímico no qual leveduras convertem o açúcar em álcool e gás carbônico.

Fermentação Secundaria:
Fermentação dentro da garrafa.

Fermento Cervejeiro:
Levedura própria para produção de cerveja.

Firme:
Estilo decisivo e vigoroso de uma cerveja jovem. Indica um envelhecimento que irá adquirir características mais delicadas.

Flexível:
Termo freqüentemente utilizado para cervejas jovens cuja agressividade foi menor do que a esperada. Qualidade favorável.

Floculador:
São minerais neutros, que agem no líquido eletrostaticamente, provocando a precipitação das matérias para o fundo do recipiente.

Fraca:
Cerveja sem corpo, muito diluída.

Fresca:
Cerveja sem pasteurizar, com consumo rápido...Chopp.

Frutado:
Cerveja com aroma e gosto de frutas, características das cervejas ales...caseiras.

Fugidio:
Cerveja sem consistência no sabor .

Galeon`s:
Pubs " Marítimos" Italianos.

Gás:
É o estado da matéria, no qual as moléculas se acham muito separadas. O gás da cerveja é o CO2, responsável pela espuma e borbulhas que se formam ao abrir a garrafa.

Generoso:
Cerveja refrescante, com teor de álcool razoável.

Harmônica:
Cerveja em que todos os componentes encontram-se em perfeita harmonia. (redonda)

Herbáceo:
Perfeita harmonia do lúpulo com a cerveja.

India Pale Ale:
Cerveja Super amarga.

Intenso:
Cervejas com uma dose extra de sabores frutados.

Jovem:
Cerveja em processo de evolução.

Lager:
Cervejas obtidas através da baixa fermentação. ( A frio)

Lambic:
Cerveja de origem belga, feita de frutas vermelhas, é mais ácida, mais refrescante, e dirigida principalmente ao público feminino. É fermentada diretamente com frutas possui cor avermelhada, espuma meio rosada e teor alcoólico médio. (Ex: Belle-Vle)

Leve:
Cerveja que tem teores baixos de álcool e de corpo.

Levedura:
Um microorganismo unicelular, responsável pela fermentação alcoólica

LEI DA PUREZA - 1516, (REINHEISTSGEBOT):
Essa lei é a mais antiga conhecida do mundo, e determinava que os ingredientes que podem ser usados na produção de cerveja são: água, lúpulo, cevada.
O fermento (levedura) ainda não era conhecido, somente mais tarde foi incluido na lei.

Levedura :
Aroma da levedura é atrativo em uma cerveja fresca sem pasteurizar.

Límpido:
Exame visual, diz-se da cerveja totalmente isenta de partículas em suspensão.

Limpo:
Refrescante, sem defeitos. ( redonda)

LÚPULO: = (HUMULUS LUPULOS):
É uma planta trepadeira que produz talos anuais à partir de rizomas perenes. São espécies diódicas, isto é, produzem flores masculinas e femininas em plantas separadas, sendo que somente as flores femininas são utilizadas na presença da cerveja.
O Lúpulo é quem dá ao buque da cerveja o sabor amargo característico, sendo assim, se você desejar uma cerveja mais amarga, é só aumentar a quantidade de Lúpulo.

Malzbier:
Escura, mais encorpada, com uma leve doçura, teor alcoólico mais baixo (3,5%), ideal para o inverno, de baixa fermentação, com aroma menos frutado, aproximando-se mais do torrado e do caramelo. (Lager)

Malte:
Cereal malteado, próprio para produção de cervejas.

Malte Tostado:
Processo que irá determinar sabor e a cor da cerveja.

Maturação:
Envelhecimento, tempo necessário para que todos os elemetos que compõem se integrem totalmente, tornando-se de sabor agradável.

Metálico:
Sabor defeituoso conferido a cerveja por certos metais como o cobre e o ferro.

Munchner:
Cervejas escuras.

Mosto:
Líquido denso e muito doce, obtido pela brassagem.

Nítido:
Buque bem definido com gosto único e bem caracterizado.

Nobre:
Perfeita combinação de corpo e maturação e álcool.

Ordinária:
Qualidade medíocre, sem identidade...cerveja sem corpo.

Oxidado:
Cerveja cujas características foram alteradas pelo contato excessivo com o ar. ( muito comum nas cervejas brasileiras)

Palha:
Cor própria das Pale Ales. Pode ser clara ou não.

Picante:
Aroma fresco e aberto de uma cerveja jovem em evolução.

Pronta:
Cerveja que está pronta para o consumo.

Quente:
Cerveja justamente alcoólica, que provoca uma ótima sensação de calor. (Ales)
( Stout ou Porter )

Raça:
Linhagem. De estilo e excitante.

Rançosa:
Cerveja que apresenta sensações desagradáveis provocadas por alterações microbianas.
( contaminação)

Redonda:
Cerveja muito harmônica. ( perfeita)

Sedosa:
Termo utilizado para certa textura.

Sulfídrico:
Contaminação por falta de higiene, característico cheiro de ovo podre, papelão etc.

Sutil:
Frágil bouquet de uma cerveja de fracas sensações gustativas.
Tânica:
Cerveja rica em taninos. Semelhante a adstringente. Comum em cervejas jovens.

Tanino:
Substância natural encontrada na cerveja.

Tênue:
Cerveja de aroma fraco.

Típica:
Cerveja de tipicidade bem caracterizada.

Turva:
Cerveja com limpidez alterada (grande quantidade de substâncias sólidas em suspensão). Comum nas cervejas (Ales) de trigo, artesanais e caseiras.

Valor Nutritivo:
A cerveja é a bebida alcoólica que tem o maior valor nutritivo, sendo um alimento facilmente assimilado pelo organismo. Um litro de cerveja fornece ao organismo ca 450 calorias. (" O Pão Líquido")

Velha:
O mesmo que envelhecida. Cerveja que atingiu o ápice de evolução, mas ainda apreciável.

Verde:
Cerveja em maturação.

Vigorosa:
Jovem em evolução.

Stout:
Cerveja preta, encorpada com espuma branca e densa. A mais famosa é a Guinnes da Irlanda.

Porter:
De cor castanha a preta, com sabores de chocolate e café adquiridos através do malte torrado. Esse estilo de cerveja foi nomeado "Porter" em homenagem a trabalhadores Ingleses.

Paulada:
Cerveja com muito corpo. ( dextrinas )

Pale Ale ( Ale Palha):
É um termo usado para descrever uma grande variedade de cervejas, as Pale Ale da Inglaterra são de cor cobre, nos EUA as cores podem variar de cobre mais clara a mais lupuladas.

India Pale Ale:
Cerveja Super amarga.

Pilsener:
Cerveja de cor clara.

Schwarzbier:
Escura mas leve, sofisticada, com aroma suave e agradável, característico da utilização do malte escuro (torrado); elegante e bastante equilibrada no conjunto de seus atributos. Amargor moderado e sabor residual muito agradável. Pode ser consumida durante todo o ano.

.Scttish Ales ( Ales da Escócia):
Cervejas com sabor doce e maltado, com coresque variam de ouro para castanho , com teor de álcool de 6 a 9% por volume.

Sacarificação:
Transformação do amido em maltose.

Pasteurização :
Método pelo qual os microorganismos são inativados através do calor, consequentemente a estabilização do produto.
Produção de cerveja:
Arte, ciência, dedicação, persistência, charme, estilo, alquimia e bom gosto.

Weiss e Weizen:
Weizen significa trigo e weiss significa branco. Na Alemanha, eles utilizam as duas formas quando se referem as cervejas de trigo. Tanto Weissbier quanto Weizenbier são utilizados.
É que a cerveja de trigo também é conhecida como cerveja branca.

Weiss:
Cerveja cujo malte é feito a partir do trigo (ao invés da tradicional cevada), com espuma mais cremosa, estável e pronunciada. Pouco amarga e bastante refrescante, é ideal para o verão. É clara e apresenta turbidez natural, pelo fato de não ser filtrada, ou seja, possui um residual de fermento remanescente do processo de fermentação ( Hefe). Principais características: aroma de especiarias (cravo) e frutal (banana). (Ex: Bohemia Weiss - Cerveja de Trigo)

Weilembiers (weiss):
Cervejas de trigo, de origem alemã, sem filtragem, Cerveja turva.

Wiener:
Cerveja amarelo escuro.

Breve resumo Produção da Cerveja

A produção de cerveja artesanal não tem segredos, apenas precisamos conhecer as técnicas e os procedimentos corretos para produção com qualidade.

  • Existem várias formas de produzir cerveja... Não quero mensurar ou quantificar quais seriam as melhores ou as mais fáceis. Posso apenas afirmar que com um pouco de dedicação, com uma boa formulação e equipamentos adequados (acessórios) você poderá fazer em sua casa excelentes cervejas artesanais.

  • Hoje temos Kits Cervejeiros de altíssima qualidade que permite a produção caseira, apenas acompanhando nosso material didático.


  • Nosso método de produção está focado diretamente na praticidade e na qualidade da cerveja, trabalhamos em prol do cervejeiro caseiro, oferecendo o que tem de melhor no mercado cervejeiro.


  • Relato no material didático que acompanha os Kits Cervejaria, as minhas experiências na produção desta maravilhosa bebida que é a cerveja artesanal, tento repassar da forma simples e objetiva os procedimentos para se obter uma cerveja com qualidade e com o sabor que mais lhe agrada, os relatos são reais e baseados em produções caseiras.

  • Espero estar contribuindo com o cervejeiro iniciante neste mundo fascinante e muito gratificante.


  • Fazer cerveja e muito mais que misturar alguns ingredientes, e muito mais do que isso... é prazer, satisfação e alquimia.
  • quinta-feira, 14 de abril de 2011

    Você sabia que:

    ÁLCOOL: A cerveja é uma das bebidas com menor teor alcoólico (3 a 4 %), além disso, a oxidação do etanol da cerveja ocorre rapidamente.
     DIURESE: Devido a presença de ácidos orgânicos, nucléicos e voláteis da fermentação, a cerveja tem um efeito diurético superior ao da água.
    CORAÇÃO: Apreciada com moderação, ajuda a manter alto o nível de HDL (colesterol bom) e diminui a hipertensão.
     VITAMINAS: A cerveja contém um teor importante de vitaminas do grupo B e fosfatos.
    DIGESTÃO: A cerveja aumenta a produção de ácidos no estômago o que estimula o fluxo de sangue facilitando a digestão.

    sábado, 9 de abril de 2011

    Ingredientes

    A água – A Leveza do Chopp
    A água é maior responsável pela qualidade final do chopp, deve ser livre de impurezas, portanto bem filtrada, isenta de cloro e outras substâncias utilizadas na limpeza da água dita potável.
    Perfurado na pedra, um poço artesiano de 110m de profundidade é retirada a mais pura e leve água mineral. Esta é usada na fabricação do Dante Chopp.

    A Cevada – O Corpo do Chopp
    Esse ingrediente para ser utilizado deve ser transformado em malte que é resultado de modificações naturais, provocando a germinação do grão. A cevada maltada é fundamental para o processo, pois ela na sua forma primária não oferece bons resultados em termos de produção, portanto tem que apresentar no mínimo 95% de germinação.
    O Dante Chopp é produzido com cem porcento de malte, proporcionando leveza, personalidade e sabor incomparável.

    O Lúpulo – O Tempero do Chopp
    É uma trepadeira alta, da qual se extrai de suas flores substratos de sabor amargo para equilibrar o sabor adocicado proveniente do malte da cerveja. Na produção de chopp são utilizadas, apenas, as flores femininas maduras em função da sua resina preciosa composta de óleos essenciais que favorecem ao sabor e aroma da cerveja. Utiliza-se para cada galão de cerveja de 30g a 60g de lúpulo, que também auxiliam nas características visuais, pois torna a cerveja mais límpida por funcionar como agente de decantação precipitando proteínas dos ingredientes não-fermentáveis.
    A Levedura – O Espírito do Chopp
    A levedura é um ingrediente fundamental na produção do chopp, pois são estes microorganismos que realizam o processo de fermentação, por isso também são conhecidos como fermento. São dois tipos de levedura que transformam os amidos em álcool e gás carbônico, cada uma delas será responsável em produzir estilos distintos de cerveja. As leveduras são agrupadas em cepas que de forma grosseira pode ser comparada às raças, portanto, as cepas de Saccharomyces Cerevisiae são responsáveis pelas cervejas de alta fermentação, enquanto as cepas de Saccharomyces Calrsberginses contribuem na fermentação das cervejas de baixa fermentação.

    Processo de Fabricação do Chopp

    O processo de fabricação
    1- Moagem do Malte
    O malte é moído para que o amido seja dissolvido em água.

    2- Maceração
    Depois de moído, o malte passa por um processo de infusão com água quente para que o amido se dissolva e ocorra a formação de açúcares.

     3- Filtragem do mosto
    A "pasta" formada é levada ao filtro onde as cascas são separadas, obtendo um líquido açucarado que recebe o nome de mosto.

     4-Fervura
    O mosto é fervido para esterilização e evaporação do excesso de água. Nesta etapa é adicionado o lúpulo, responsável pelo amargor e aroma da cerveja.

     5- Resfriamento
    O mosto é resfriado e recebe o fermento.

     6- Fermentação
    Este processo dura cerca de 7 dias. Nesse período, os açúcares são transformados em álcool e gás carbônico.

     7- Maturação
    Dura cerca de 20 dias, tempo em que são aprimorados o sabor, saturação com gás carbônico e a qualidade do produto final.

     8- Filtragem
    A cerveja maturada é filtrada para que se torne límpida e brilhante.

     9- Embarrilamento
    Após a filtragem, a cerveja é acumulada em tanques. Ao contrário das bebidas industrializadas, o nosso Chopp não recebe pasteurização, anti-oxidantes, espumantes ou colorantes. O Chopp chega até você com o máximo frescor e um sabor característico de produto recém-elaborado. Por isso, deve ser consumido no máximo em 12 dias.

    quinta-feira, 7 de abril de 2011

    Cervejaria Puro Malte

    A cervejaria Puro Malte nasceu em 2005, bem no coração de Brasilia, focado na reconquista da tradição de tomar um verdadeiro chopp. Ser uma cervejaria voltada á sastisfação dos clientes, onde a qualidade será sempre uma opção em detrimento da quantidade associada aos serviços de padrão superior e original. Nosso chopp, fabricado sob rigoroso controle de qualidade, com ingredientes importados e selecioados por mestres cervejeiros altamente qualificados.
    Temos: Baris de 30 L e 50 L.

    quarta-feira, 6 de abril de 2011

    FABRICAÇÃO DO CHOPP:

    As matérias primas essências para fabricação do chopp são:
    ü      Água: é o principal componente em quantidade e sendo de baixa salinidade, confere maior qualidade ao chopp.
    ü      Malte: é obtido da germinação do grão da cevada, que é especialmente selecionada para produção do chopp.
    ü      Lúpulo: é uma planta, importada da Europa e EUA, cujas flores possuem rezimas amargas e óleos essências que caracterizam o sabor do chopp;
    ü      Fermento: é o micro organismo ou levedura, diferente em cada cervejaria, que transforma o amido do malte em álcool, na fermentação do chopp.

    Chopp

    1908 _ O chope chegou ao Brasil com a família Real Portuguesa.
    1836 _ A primeira notícia sobre o comercialização de chope no país é um anúncio publicado no jornal do comércio.
    1839 _ Os cervejeiros descobriram a baixa fermentação, que resultou um chopp de cor clara, sabor suave e uma maior duração para o consumo.
    1876 _ Louis Pasteur publicou estudos ligados á fermentação de microorganismos, que resultou na criação da pasteurização.
    1888 _ O suíço Joseph Villiger fundou a manufatura de cerveja  Brahma Villiger e companhia, lançamento comercialmente a marca Brahma.

    Antes de iniciar a tiragem

          A tiragem de um bom chopp começa já na encomenda e recepção do material. No momento do transporte, existem cuidados específicos. Os barris sempre devem ser transportados em pé. Deve-se atentar também para o máximo de três unidades. Deve-se atentar também para o fato de que os barris devem ser transportados em caminhões frigoríficos ou lonados, nunca expostos à luz solar. Em qualquer embalagem de bebida existe um prazo de validade. No caso de uma garrafa de cerveja, supõe que o consumo é imediato após a retirada da tampa.
    No caso do chopp, logo que for retirado o lacre de proteção e for acoplado o equipamento de extração, recomenda-se consumir todo o seu conteúdo em, no máximo, dois dias. Os cuidados com os barris também influem na qualidade do chopp. Deve-se prestar atenção ao descarregar um barril e ao transportá-lo até o local de estocagem para evitar choques e amassamentos (nunca role um barril), a fim de preservar sua qualidade e integridade química do produto. O compartimento onde os barris são estocados deve ser o mais fresco possível, como uma câmara ou balcão frigorífico, onde a temperatura ambiente deve oscilar entre 3ºC e 5ºC, devendo mantê-los longe de qualquer fonte de calor que ultrapasse estas temperaturas. O lacre do barril só deve ser retirado no momento de acoplá-lo ao sistema. Como o chopp agita-se durante o transporte, o equilíbrio do gás carbônico contido nele é quebrado e, para facilitar a tiragem e reequilibrar a composição da bebida, devemos deixar o barril em repouso por um período de pelo menos um dia antes da utilização.
    

    segunda-feira, 4 de abril de 2011

    Historia da cachaça

    Cachaça, pinga, ou canha (no Rio Grande do Sul) é o nome dado à aguardente de cana, uma bebida alcoólica tipicamente brasileira. Seu nome pode ter sido originado da velha língua ibéricacachaza – significando vinho de borra, um vinho inferior bebido em Portugal e Espanha, ou ainda, de "cachaço", o porco, e seu feminino "cachaça", a porca. Isso porque a carne dos porcos selvagens, encontrados nas matas do Nordeste – os chamados caititus – era muito dura e a cachaça era usada para amolecê-la. É usada como coquetel, na mundialmente conhecida "caipirinha". É obtida com fermentação da garapa de cana-de-açúcar. Já a fermentação do melaço dá origem a aguardente. A cana-de-açúcar, elemento básico para a obtenção, através da fermentação, de vários tipos de álcool, entre eles o etílico. É uma planta pertencente à família das gramíneas originária da Ásia, onde teve registrado seu cultivo desde os tempos mais remotos da história.bebida de grande importância cultural, social e econômica para o Brasil, e está relacionada diretamente ao início da colonização do País e à atividade açucareira, que, por ser baseada na mesma matériaprima da cachaça, forneceu influência necessária para a implantação dos estabelecimentos cachaceiros. Os primeiros relatos sobre a fermentação vem dos egípcios antigos. Curam várias moléstias, inalando vapor de líquidos aromatizados e fermentados, absorvido diretamente do bico de uma chaleira, num ambiente fechado. Os gregos registram o processo de obtenção da acqua ardens. A água que pega fogo - água ardente. Alquimistas tomam conhecimento da água ardente, atribuindo-lhe propriedades místico-medicinais. Transforma-se em água da vida, e a eau de vie é receitada como elixir da longevidade.
    A aguardente então vai da Europa para o Oriente Médio, pela força da expansão do Império Romano. São os árabes que descobrem os equipamentos para a destilação, semelhantes aos que conhecemos hoje. Eles não usam a palavra al kuhu e sim al raga, originando o nome da mais popular aguardente da península arábica: arak, uma aguardente misturada com licores de anis e degustada com água. A tecnologia de produção espalha-se pelo velho e novo mundo. Na Itália, o destilado de uva fica conhecido como grappa. Em terras Germânicas, se destila a partir da cereja o Kirsch; na antiga Tchecoslováquia, atualmente dividida em República Tcheca e República Eslovaca, a destilação da Sleva (espécie de ameixa) gera a slevovice (lê-se eslevovitse). Na Escócia se populariza o whisky, destilado da cevada sacarificada. No Extremo Oriente, a aguardente serve para esquentar o frio das populações que não fabricam vinho. Na Rússia a vodca, de centeio. Na China e no Japão, o saquê, produzido a partir da fermentação do arroz é frequentemente confundido com uma aguardente devido ao seu elevado teor alcoólico, mas é na verdade um vinho. Portugal também absorve a tecnologia dos árabes e destila, a partir do bagaço de uva, a bagaceira.
    Já em 1530 os primeiros donatários portugueses decidem começar empreendimentos nas terras orientais do Novo Mundo, implementando o engenho de açúcar com conhecimento e tecnologia adquiridos nas Índias Orientais, vindas do sul da Ásia. Assim surgem na nova colônia portuguesa os primeiros núcleos de povoamento e agricultura.
    A geração inicial de colonizadores apreciava a bagaceira portuguesa e o vinho do porto. Assim como a alimentação, toda bebida era importada da metrópole. Num engenho da capitania de São Vicente, entre 1532 e 1548, descobrem o vinho de cana-de-açúcar - garapa azeda, que fica ao relento em cochos de madeiras para os animais, vinda dos tachos de rapadura. É uma bebida limpa, em comparação com o cauim - vinho produzido pelos índios, no qual todos cospem num enorme caldeirão de barro para ajudar na fermentação do milho. Os senhores de engenho passam a servir o tal caldo, denominado cagaça, para os escravos. E logo após isso começou-se a destilar a cagaça, nascendo assim a cachaça. Antonil procura distinguir "aguardente" de "cachaça", mas se considera que essa diferença não existe na prática. Em 1584 o Memorial de Gabriel Soares de Sousa faz referências a "oito casas de cozer méis" na Bahia.
    Dos meados do século XVI até metade do século XVII as "casas de cozer méis" se multiplicam nos engenhos. A cachaça torna-se moeda corrente para compra de escravos na África. Alguns engenhos passam a dividir a atenção entre o açúcar e a cachaça. A descoberta de ouro nas Minas Gerais, traz uma grande população, vinda de todos os cantos do país, que constrói cidades sobre as montanhas frias da Serra do Espinhaço. A cachaça ameniza a temperatura.
    Incomodada com a queda do comércio da bagaceira e do vinho portugueses na colônia e alegando que a bebida brasileira prejudica a retirada do ouro das minas, a Corte proíbe a partir de 1635 várias vezes a produção, comercialização e até o consumo da cachaça. Sem resultados, a Metrópole portuguesa resolve taxar o destilado. Em 1756 a aguardente de cana-de-açúcar foi um dos gêneros que mais contribuíram com impostos voltados para a reconstrução de Lisboa, destruída no grande terremoto de 1755. Para a cachaça são criados vários impostos conhecidos como subsídios, como o literário, para manter as faculdades da Corte.
    Com o passar dos tempos melhoram-se as técnicas de produção. A cachaça é apreciada por todos. É consumida em banquetes palacianos e misturada ao gengibre e outros ingredientes, nas festas religiosas portuguesas - o famoso quentão.
    Devido ao seu baixo valor e associação às classes mais baixas (primeiro os escravos e depois os pobres e miseráveis), a cachaça sempre deteve uma áurea marginal. Contudo, nas últimas décadas, seu reconhecimento internacional tem contribuído para diluir o índice de rejeição dos próprios brasileiros, alçando um status de bebida chique e requintada, merecedora dos mais exigentes paladares. Atualmente várias marcas de boa qualidade figuram no comércio nacional e internacional e estão presentes nos melhores restaurantes e adegas residenciais pelo Brasil e pelo mundo.

    Dicas - Mestres-Cervejeiros

    1 - Cerveja sai pronta da cervejaria: não pede, portanto, envelhecimento. Quanto mais jovem for consumida, melhor será seu sabor.
    2 - Deve ser guardada em pé, em lugar fresco e protegido do sol, para evitar oxidação prematura.
    3 - Deve resfriar na geladeira sem pressa. "Não coloque no freezer, pois a violência no congelamento prejudica a bebida", afirma Cássio Picolo, um dos maiores experts de cerveja no Brasil.
    4 - Depois de gelada, deve ser consumida e jamais voltar à geladeira.
    5 - A temperatura ideal para saborear as do tipo pilsen é entre 4 e 6 graus. Tomá-las "estupidamente geladas", como se diz, prejudica tanto a formação de espuma na cerveja, quanto "adormece" as papilas gustativas, comprometendo o sabor.
    6 - Copos e canecas pequenos e de cristal são os ideais, pois mantém melhor a temperatura e a espuma. Evite canecas de alumínio, que, além de feias, tiram o prazer de apreciar o visual do líquido dourado.
    7 - Resíduos de gordura no copo são fatais para a bebida: acabam com o colarinho e liberam o gás carbônico, deixando o líquido meio choco. Idem para resíduos de detergente.
    8 - "Tomar cerveja sem colarinho é uma heresia", ensina outro expert, Norberto D'Oliveira Neto. "Dois dedos de espuma são ideais para reter o aroma e evitar a liberação do gás carbônico.”
    9 - A espuma cremosa revela a persistência e bom estado da cerveja. Para aproveitá-la melhor, sirva derramando uma dose. Depois, espere baixar o colarinho. Em seguida, incline o copo até 45 graus, despejando o líquido devagar enquanto o colarinho sobe.
    10 - Com 90% de água, a bebida é hidratante. E com apenas 3 a 5 graus de álcool, como as do tipo pilsen, a cerveja estimula o metabolismo - pelo menos quando ingerida moderadamente.
    11. Além disso, é rica em vitaminas, carboidratos, proteínas e aminoácidos. Apesar disso, não engorda; é folclore associar o consumo de 80 calorias de um copo de 200 ml com a formação de barriga. Os acompanhamentos gordurosos é que engordam.

    quinta-feira, 31 de março de 2011

    Chopp no Brasil

    Brasil
    No Brasil geralmente é servido bem gelado, assim como a cerveja. O chope chegou ao Brasil com a Família Real Portuguesa, em 1808. À época, era uma bebida restrita à Cor. Com o surgimento de bares e botequins, o consumo da bebida popularizou-se.
    A primeira notícia sobre a comercialização de chope no país é um anúncio publicado no Jornal do Commercio, no Rio de Janeiro, em 27 de outubro de 1836, da Cerveja Brazileira, melhor conhecida pelo apelido de Cerveja Barbante, uma vez que o seu rudimentar processo de fabricação gerava grande quantidade de gás carbônico na bebida. O barbante servia, dessa forma, para impedir que a rolha da garrafa saltasse.
    Em 1888 o suíço Joseph Villiger fundou a Manufactura de Cerveja Brahma Villiger & Companhia, lançando comercialmente a marca Brahma, na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. As antigas instalações da empresa hoje são parte do complexo onde está instalado o Shopping Total, na mesma cidade.

    quarta-feira, 30 de março de 2011

    Historia do Chopp

    Há aproximadamente 5400 anos, os egípcios já produziam o chopp. Nessa mesma época, o chopp era utilizado como moeda para pagar os trabalhadores e também como produto de beleza para as mulheres, que acreditavam em seus poderes de rejuvenescimentos. Na idade média, o chopp passou a ser produzido nos mosteiros, sendo os monges católicos que deram a ele o aroma e sabor que conhecemos hoje. Em Pilsen, cidade da República Tcheca, no ano de 1839, os cervejeiros descobriram a baixa fermentação, que resultou um chopp de cor clara, sabor suave e uma maior duração para o consumo.
    O Chopp no Brasil
    A primeira notícia sobre a comercialização de chopp no país é um anúncio publicado no Jornal do Comércio, no Rio de Janeiro, em 27 de outubro de 1836, da Cerveja Brasileiro, melhor conhecida pelo apelido de Cerveja Barbante, uma vez que o seu rudimentar processo de fabricação gerava grande quantidade de gás carbônico na bebida. O barbante servia, dessa forma, para impedir que a rolha da garrafa saltasse. Em 1888 o suíço Joseph Villiger fundou a Manufatura de Cerveja Brahma Villiger & Companhia, lançando comercialmente a marca Brahma, na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. As antigas instalações da empresa hoje são parte do complexo onde está instalado o Shopping Total, na mesma cidade.
    Matérias primas

    As matérias primas essenciais para fabricação do chopp são:
    • ÁGUA, é o principal componente em quantidade e sendo de baixa salinidade, confere maior qualidade ao chopp;
    • MALTE é obtido da germinação do grão da cevada, que é especialmente selecionada para produção do chopp;
    • LÚPULO são uma planta, importada da Europa e EUA, cujas flores possuem resinas amargas e óleos essenciais que caracterizam o sabor do chopp;
    • FERMENTO são o micro organismo ou levedura, diferente em cada cervejaria, que transforma o amido do malte em álcool, na fermentação do chopp